Instruções e Políticas
POLÍTICAS EDITORIAIS
1. Escopo e Missão
Os Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia (AAAI) publicam artigos originais, especiais, de revisão, relatos de caso, cartas ao editor e editoriais nas áreas de alergia, imunologia clínica, asma e doenças imunomediadas. A revista tem como missão promover a divulgação científica de alta qualidade, contribuindo para o avanço do conhecimento e para a melhoria da prática clínica.
2. Autoria e Contribuição
A revista adota os critérios de autoria recomendados pelo International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE). Para ser listado como autor, o indivíduo deve atender cumulativamente aos seguintes requisitos:
- Contribuição substancial para a concepção ou desenho do estudo, ou para a aquisição, análise ou interpretação dos dados.
- Redação do manuscrito ou revisão crítica do conteúdo intelectual.
- Aprovação final da versão a ser publicada.
- Responsabilidade por todos os aspectos do trabalho, garantindo que questões relacionadas à precisão ou à integridade sejam adequadamente investigadas e resolvidas.
Colaboradores que não atendam a todos os critérios devem ser mencionados na seção de Agradecimentos.
3. Uso de Inteligência Artificial (IA)
A revista reconhece que ferramentas de inteligência artificial (IA), incluindo modelos de linguagem (LLMs), podem ser utilizadas como auxílio em diversas etapas da produção científica. A política da revista segue as recomendações do ICMJE (2025) (https://icmje.org/recommendations/browse/artificial-intelligence/), do COPE (https://publicationethics.org/guidance/cope-position/authorship-and-ai-tools) e da WAME (https://wame.org/page3.php?id=106).
3.1. Autoria e IA. Ferramentas de IA não podem ser listadas como autores. Autoria implica responsabilidade, capacidade de consentimento e contribuição intelectual — atributos que ferramentas de IA não possuem.
3.2. Transparência e declaração obrigatória. Os autores devem declarar qualquer uso de tecnologias assistidas por IA na preparação do manuscrito. A declaração deve incluir:
- Nome e versão da ferramenta utilizada;
- Finalidade do uso (ex.: revisão linguística, tradução, geração de texto, análise de dados, criação de figuras);
- Seção do manuscrito em que a ferramenta foi empregada.
Se a IA foi utilizada para assistência na redação, a declaração deve constar na seção de Agradecimentos. Se a IA foi utilizada na coleta de dados, na análise ou na geração de figuras, a descrição deve constar na seção de Métodos e nas legendas das figuras.
Exemplo de declaração: “Os autores utilizaram o ChatGPT (OpenAI, versão GPT-4, março de 2025) para revisão gramatical e de estilo do texto em inglês. Todo o conteúdo gerado foi revisado, editado e validado pelos autores, que assumem total responsabilidade pela precisão e integridade do manuscrito.”
3.3. Responsabilidade dos autores. Os autores são integralmente responsáveis por todo o conteúdo do manuscrito, incluindo qualquer material gerado ou modificado com auxílio de IA. Isso inclui a verificação da precisão factual e das referências bibliográficas, bem como a detecção de possíveis vieses ou imprecisões no conteúdo gerado por IA.
3.4. Referências e citações. Citações geradas por IA são proibidas. Todas as referências devem ser verificadas manualmente pelos autores quanto à existência, à precisão dos dados bibliográficos e à relevância. Ferramentas de IA não constituem fontes autoritárias de informação científica e não devem ser citadas como referência.
3.5. Imagens e figuras. O uso de IA para geração de imagens clínicas é, em princípio, proibido, salvo quando tal uso for parte integrante do desenho do estudo e estiver devidamente justificado. Figuras e elementos gráficos gerados por IA devem ser claramente identificados como tal.
3.6. IA no processo de revisão por pares. Revisores não devem inserir o conteúdo de manuscritos em ferramentas de IA, pois isso constitui violação de confidencialidade. Caso o revisor deseje utilizar IA para tarefas de suporte (ex.: revisão linguística do próprio parecer), deve obter autorização prévia do editor e assegurar que nenhuma informação confidencial do manuscrito seja compartilhada. Pareceres integralmente gerados por IA não serão aceitos.
3.7. Uso editorial de IA. A equipe editorial pode utilizar ferramentas de IA para tarefas técnicas não decisórias, como a detecção de plágio, a verificação de formatação e a análise de metadados. Todas as decisões editoriais permanecem sob responsabilidade exclusiva de editores humanos.
4. Ética em Pesquisa
Estudos envolvendo seres humanos devem estar em conformidade com a Declaração de Helsinki e com as normas do Conselho Nacional de Saúde (Resolução nº 738, de 01 de fevereiro de 2024) (https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/camaras-tecnicas-e-comissoes/conep/legislacao/resolucoes/resolucao-no-738-de-01-de-fevereiro-de-2024/view).
A aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) ou equivalente é obrigatória, e o número do parecer deve ser informado no manuscrito. Estudos com animais devem seguir as diretrizes do CONCEA de 2024. (https://www.gov.br/mcti/pt-br/composicao/conselhos/concea/arquivos/dbca-2024.pdf).
Relatos de caso devem incluir o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) assinado pelo paciente ou pelo responsável legal, ou uma justificativa para a dispensa, conforme a legislação vigente.
5. Conflito de Interesses
Todos os autores devem declarar potenciais conflitos de interesse, financeiros ou não financeiros, que possam influenciar a pesquisa, a interpretação dos dados ou a redação do manuscrito. A ausência de conflitos também deve ser explicitamente declarada.
6. Plágio e Má Conduta Científica
Plágio, fabricação ou falsificação de dados, manipulação enganosa de imagens e publicação redundante são considerados má conduta científica e serão tratados conforme as diretrizes do COPE (https://publicationethics.org/). Os manuscritos podem ser rejeitados ou retratados, e as instituições dos autores poderão ser notificadas.
7. Revisão por Pares
Todos os manuscritos submetidos são avaliados por revisão por pares (peer review), em sistema duplo-cego. Os revisores são selecionados com base em sua expertise na área do estudo. Recomenda-se que os revisores declarem quaisquer conflitos de interesse e mantenham a confidencialidade do processo.
A revista recomenda o uso de diretrizes de relato adequadas ao tipo de estudo (CONSORT, STROBE, PRISMA, CARE, ARRIVE, entre outras).
8. Correções e Retratações
Erros identificados após a publicação serão corrigidos por meio de erratas. Retratações serão emitidas em casos de má conduta científica, erros graves que invalidem os resultados, ou publicação redundante, seguindo as diretrizes do COPE.
9. Submissão Simultânea
Os manuscritos devem ser submetidos a apenas uma revista por vez. A submissão simultânea a múltiplas revistas é considerada uma violação ética e resultará na rejeição imediata do manuscrito.
10. Financiamento
Os autores devem declarar todas as fontes de financiamento que apoiaram a pesquisa. A declaração de financiamento deve constar no manuscrito e na carta de submissão.
11. Referências Normativas
Estas políticas estão alinhadas com as recomendações das seguintes entidades:
- International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE) — Recommendations (2025).
- Committee on Publication Ethics (COPE) — Position Statement on Authorship and AI Tools (2023); Guidance on AI in Peer Review (2024).
- World Association of Medical Editors (WAME) — Recommendations on Chatbots and Generative AI (2023).
- Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Estas políticas serão revisadas periodicamente para incorporar atualizações das entidades reguladoras e avanços tecnológicos.
INSTRUÇÕES PARA AUTORES
Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia
INFORMAÇÕES GERAIS
A revista “Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia” (AAAI) é a publicação científica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), com mais de 2.000 leitores e instituições no Brasil e em toda a América Latina. O AAAI aceita a submissão de editoriais, artigos de revisão, artigos originais, relatos de casos, cartas ao editor e artigos especiais, podendo ser enviados em português, espanhol ou inglês.
Os manuscritos devem ser submetidos em português ou espanhol e também em inglês, ou somente em inglês.
Editoriais: são artigos em que o editor-chefe ou editores associados convidam especialistas para escreverem sobre temas específicos.
Artigos de revisão: são artigos que incluem uma avaliação crítica e ordenada da literatura sobre temas de importância clínica, com ênfase na causa, prevenção, diagnóstico, tratamento e prognóstico.
O tipo de revisão e a metodologia aplicada, incluindo registro específico, devem ser explicitados. Revisões sistemáticas e metanálises estão incluídas nesta categoria.
Os artigos de revisão são limitados a 6.000 palavras, excluindo as referências e as tabelas. As referências bibliográficas deverão ser atuais e ter, no mínimo, 30.
Artigos originais: são artigos que relatam estudos controlados e randomizados, estudos de testes diagnósticos e de triagem, bem como outros estudos descritivos e de intervenção, e pesquisa experimental.
O texto deve ter entre 2.000 e 3.000 palavras, excluindo tabelas e referências; o número de referências não deve exceder 30. O manuscrito deve ser estruturado nos seguintes tópicos: introdução, resultados, discussão e conclusões.
Comunicações Breves: o número de palavras deve ser inferior a 2.000, excluindo as referências e as tabelas. O número máximo de referências é 15. Recomenda-se não incluir mais de duas figuras. Esta seção inclui estudos clínicos e experimentais que fornecem informações novas e relevantes, mas são preliminares e devem ser estruturados da mesma forma que os artigos originais.
Relatos de casos: tratam de pacientes ou de situações singulares, de doenças raras ou até então não descritas, bem como de formas inovadoras de diagnóstico ou tratamento. O manuscrito deve ser estruturado nos seguintes tópicos: introdução, relato do caso e discussão. O texto é composto por uma introdução breve que situa o leitor quanto à importância do assunto e apresenta os objetivos da apresentação do(s) caso(s); por um relato resumido do(s) caso(s); e por comentários que discutem aspectos relevantes e comparam o relato com a literatura.
Cartas ao editor: devem comentar, discutir ou criticar artigos publicados no AAAI. Também podem versar sobre outros temas médicos de interesse geral. São bem-vindos comunicados de investigação de assuntos relevantes, cujo conteúdo não seja suficientemente desenvolvido para publicação como artigo original. Não há estrutura exigida, mas recomenda-se um limite máximo de 1.000 palavras, incluindo as referências bibliográficas, que não devem exceder seis. Sempre que possível, em caso de comentário sobre um artigo previamente publicado nos AAAI, uma resposta dos autores será publicada junto com a carta.
Artigos especiais: são textos não classificáveis nas categorias acima, que o Corpo Editorial julgue de especial relevância para o manejo de pacientes alérgicos e/ou com imunodeficiência, tais como guias práticos, diretrizes ou consensos. Sua revisão admite critérios próprios, sem limite de tamanho nem exigências prévias quanto às referências bibliográficas.
É importante consultar as diretrizes internacionais abaixo, conforme indicado pelo International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE):
ARRIVE - Animal Research: Reporting In Vivo Experiments
CARE - para relatos de caso;
PRISMA - para revisões sistemáticas e metanálises;
CONSORT - para estudos randomizados;
STROBE - para estudos observacionais;
SRQR - para estudos de pesquisa qualitativa;
STARD - para estudos de acurácia diagnóstica; e
EQUATOR Network e NLM's Research Reporting Guidelines and Initiatives - para outras diretrizes.
DIRETRIZES PARA A PREPARAÇÃO DE ARTIGOS PARA PUBLICAÇÃO - FORMATO E CONTEÚDO
FORMATO
Orientações gerais
O artigo para publicação – incluindo tabelas, ilustrações e referências bibliográficas – deve estar em conformidade com os "Requisitos Uniformes para Originais Submetidos a Revistas Biomédicas", publicados pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas, atualização de janeiro de 2026 (http://www.icmje.org).
Título e autores
Um bom título permite aos leitores identificar o tema e ajuda os centros de documentação a catalogar e a classificar o material. O conteúdo do título deverá descrever, de forma concisa e clara, o tema do artigo. O uso de títulos demasiado gerais, assim como de abreviaturas e siglas, deve ser evitado.
Devem ser citados como autores apenas aqueles que participaram efetivamente do trabalho.
Extensão e apresentação do manuscrito
O artigo completo deve estar escrito em letra Times New Roman de tamanho 12, espaço duplo entre linhas. As seções devem obedecer à seguinte ordem: texto do artigo, agradecimentos, referências bibliográficas, tabelas (cada tabela completa, com título e legendas, em página separada), e as legendas das figuras. As figuras serão submetidas separadamente e numeradas.
Resumo e palavras-chave (descritores)
Todas as informações que constam no resumo devem constar também no artigo. Deve ser escrito em voz impessoal e NÃO deve conter abreviaturas nem referências bibliográficas.
Os resumos devem ser enviados em versões em português, espanhol e inglês.
Resumo em artigos originais, revisões e comunicações breves deve conter até 300 palavras e ser estruturado nas seguintes seções: Introdução (Incluindo Objetivo), Métodos, Resultados, Conclusões. De forma semelhante, o abstract deve ser estruturado em: Introduction (Including objective), Methods, Results e Conclusions.
Artigos especiais têm resumo e abstract de até 250 palavras, e não precisam ser estruturados em seções.
Resumos e abstract em relatos de caso devem conter até 250 palavras e se estruturar como: introdução, descrição do caso e discussão
Editoriais e Cartas ao Editor não requerem resumo.
Abaixo do resumo, fornecer três a seis descritores científicos, palavras-chave ou expressões-chave, que auxiliarão na inclusão adequada do resumo nos bancos de dados bibliográficos. Empregar descritores integrantes da lista "Descritores em Ciências da Saúde", elaborada pela BIREME (www.bireme.org) e disponível nas bibliotecas médicas ou na Internet (http://decs.bvs.br). Utilizar a lista de "Medical Subject Headings", publicada pela U.S. National Library of Medicine, do National Institutes of Health, disponível em http://www.nlm.nih.gov/mesh/meshhome.html.
Contribuição dos autores
Seção obrigatória para artigos com mais de seis autores e optativa para os demais. A contribuição específica de cada autor para o estudo deverá ser informada nesta seção, identificando-o com suas iniciais.
São contribuições habitualmente utilizadas: concepção e planejamento do projeto; análise e interpretação dos dados; execução e supervisão dos procedimentos envolvidos no trabalho; organização e revisão do manuscrito. Um autor pode contribuir com um ou mais aspectos do estudo.
Agradecimentos
Devem ser breves e objetivos, abrangendo apenas as pessoas ou instituições que contribuíram significativamente para o estudo, mas que não atenderam aos critérios de autoria.
Financiamento
Devem ser explicitadas fontes de financiamento públicas e/ou privadas.
CONTEÚDO
Resumos
Resumo em artigo original e revisões
Devem ser estruturados em seções e ter, no máximo, 300 palavras.
Introdução (incluindo o objetivo): informar por que o estudo foi iniciado e quais foram as hipóteses iniciais. Definir qual foi o objetivo principal e informar os objetivos secundários mais relevantes.
Métodos: informar sobre o delineamento do estudo (definir, se pertinente, se o estudo é randomizado, cego, prospectivo, etc.), o contexto ou local (definir, se pertinente, o nível de atendimento, se primário, secundário ou terciário, clínica privada, institucional, etc.), os pacientes ou participantes (definir critérios de seleção, número de casos no início e fim do estudo, etc.), as intervenções (descrever as características essenciais, incluindo métodos e duração) e os critérios de mensuração do desfecho.
Resultados: informar os principais dados, os intervalos de confiança e a significância estatística.
Conclusões: apresentar apenas aquelas apoiadas pelos dados do estudo e que contemplem os objetivos, bem como sua aplicação prática, dando ênfase igual a achados positivos e negativos que tenham méritos científicos.
Resumo em relatos de casos
O resumo deve ter no máximo 250 palavras, e deve ser estruturado em introdução, descrição do caso e discussão. Deve incluir aspectos como: porque o caso merece ser publicado, com ênfase nas questões de raridade, ineditismo ou novas formas de diagnóstico e tratamento; apresentar sinteticamente as informações relevantes do caso; discutir a importância do relato para a comunidade médica e as perspectivas de aplicação prática das abordagens inovadoras.
Resumo em artigos especiais
Resumos de artigos especiais não são estruturados em seções. O resumo deve ter, no máximo, 250 palavras, e incluir os aspectos mais relevantes do artigo e sua importância no contexto do tema abordado.
Cartas ao Editor e Editoriais não incluem resumo.
Texto
Texto de artigos originais e comunicações breves
O texto dos artigos originais deve conter as seguintes seções:
Introdução: deverá ser curta, citando apenas referências estritamente pertinentes para mostrar a importância do tema e justificar o trabalho. Ao final da introdução, os objetivos do estudo devem ser claramente descritos.
Métodos: devem descrever a população estudada, a amostra, os critérios de seleção, com definição clara das variáveis e análise estatística detalhada, incluindo referências padronizadas sobre os métodos estatísticos e informações sobre eventuais programas de computação. Procedimentos, produtos e equipamentos utilizados devem ser descritos com detalhes suficientes para permitir a reprodução do estudo. É obrigatória a inclusão de declaração de que todos os procedimentos foram aprovados pelo comitê de ética em pesquisa da instituição a que se vinculam os autores ou, na falta deste, por outro comitê de ética em pesquisa indicado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde.
Resultados: devem ser apresentados de forma clara, objetiva e em sequência lógica. As informações contidas em tabelas ou figuras não devem ser repetidas no texto. Usar gráficos em vez de tabelas com muitos dados.
Discussão: deve interpretar os resultados e compará-los aos dados já existentes na literatura, enfatizando os aspectos novos e importantes do estudo. Discutir as implicações dos achados e as limitações do estudo. As conclusões devem ser apresentadas ao final da discussão, considerando os objetivos do trabalho. Relacionar as conclusões aos objetivos iniciais do estudo, evitando assertivas não apoiadas pelos achados e dando ênfase igual a achados positivos e negativos que tenham méritos científicos similares. Incluir recomendações, quando pertinentes.
O texto das comunicações breves deve ter a mesma estrutura, ainda que os resultados e as conclusões sejam ainda parciais.
Texto de artigos de revisão
O texto de artigos de revisão deve ter as seguintes seções.
Introdução: breve introdução, em qual os autores explicam a importância da revisão para a prática clínica, à luz da literatura médica. Ao final da introdução, os objetivos da revisão devem ser claramente descritos.
Métodos: o tipo de revisão, os métodos de seleção dos artigos e de extração dos dados.
Resultados: deve ser apresentada uma síntese dos dados encontrados nos artigos selecionados.
Conclusões: devem correlacionar as ideias principais da revisão com possíveis aplicações clínicas, limitando as generalizações aos domínios da revisão. Apresentar as limitações do processo.
Texto de relato de caso
O texto de relato de caso deve conter as seguintes seções:
Introdução: apresenta, de modo sucinto, o que se sabe a respeito da doença em questão e quais são as práticas de abordagem diagnóstica e terapêutica, por meio de uma breve, porém atual, revisão da literatura.
Descrição do(s) caso(s): o caso é apresentado com detalhes suficientes para o leitor compreender toda a evolução e seus fatores condicionantes. Quando o artigo tratar de mais de um caso, sugere-se agrupar as informações em uma tabela, por questões de clareza e de aproveitamento do espaço. Evitar incluir mais de três figuras.
Discussão: apresenta correlações entre o(s) caso(s) e outros casos descritos, a importância do relato para a comunidade médica, bem como as perspectivas de aplicação prática das abordagens inovadoras.
Texto de carta ao editor ou editorial
Não obedecem a um esquema rígido de seções.
Referências bibliográficas
As referências bibliográficas devem ser numeradas e ordenadas segundo a ordem de aparecimento no texto, no qual devem ser identificadas pelos algarismos arábicos respectivos entre parênteses. Devem ser formatadas no estilo Vancouver revisado (http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html).
A seguir, apresentamos alguns exemplos que ilustram o estilo Vancouver na elaboração e pontuação de citações bibliográficas. Cabe ressaltar que quando as páginas final e inicial de uma citação estão em uma mesma dezena, centena, milhar etc., não há necessidade de grafarem-se números repetidos. Por exemplo, uma referência que se inicia na página 1320 e termina na 1329, deverá constar como 1320-9.
Se houver mais de seis autores, cite os seis primeiros nomes seguidos de "et al.".
Artigos em periódicos
- De autores individuais
Morris SS, Grantham-McGregor SM, Lira PI, Assuncao AM, Ashworth A. Effect of breastfeeding and morbidity on the development of low birthweight term babies in Brazil. Acta Paediatr. 1999;88:1101-6.
- De autor coorporativo
Pan American Health Organization, Expanded Program on Immunization. Strategies for the certification of the eradication of wild poliovirus transmission in the Americas. Bull Pan Am Health Organ. 1993;27(3):287-95.
- Volume com suplemento
Shen HM, Zhang QF. Risk assessment of nickel carcinogenicity and occupational lung cancer. Environ Health Perspect. 1994;102 Suppl 1:275-82.
- Número com suplemento
Payne DK, Sullivan MD, Massie MJ. Womens psychological reactions to breast cancer. Semin Oncol. 1996;23(1 Suppl 2):89-97.
- Volume com parte
Ozben T, Nacitarhan S, Tuncer N. Plasma and urine sialic acid in noninsulin dependent diabetes mellitus. Ann Clin Biochem. 1995;32(Pt 3):303-6.
- Número com parte
Poole GH, Mills SM. One hundred consecutive cases of flap lacerations of the leg in ageing patients. N Z Med J. 1994;107(986 Pt 1):377-8.
Livros ou outras monografias
-
Capítulo em livro
Howard CR. Breastfeeding. In: Green M, Haggerty RJ, Weitzman M, editors. Ambulatory pediatrics. 5th ed. Philadelphia: WB Saunders; 1999. p.109-16.
-
De autoria pessoal
Ringsven MK, Bond D. Gerontology and leadership skills for nurses. 2nd ed. Albany (NY): Delmar Publishers; 1996.
- Editor(es), compilador(es) como autor(es)
Norman IJ, Redfern SJ, editors. Mental health care for elderly people. New York: Churchill Livingstone; 1996.
- Organização como autora e publicadora
Institute of Medicine (US). Looking at the future of the Medicaid program. Washington: The Institute; 1992.
- Anais de conferência
Kimura J, Shibasaki H, editors. Recent advances in clinical neurophysiology.Proceedings of the 10th International Congress of EMG and Clinical Neurophysiology; 1995 Oct 15-19; Kyoto, Japan. Amsterdam: Elsevier; 1996.
Quando publicado em português:
Costa M, Hemodiluição para surdez súbita. Anais do 46th Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia; 2008 Out 23-25; Aracaju, Brasil. São Paulo, Roca; 2009.
- Trabalho apresentado em congresso ou similar (publicado) Blank D, Grassi PR, Schlindwein RS, Mello JL, Eckert GE. The growing threat of injury and violence against youths in southern Brazil: a ten year analysis. Abstracts of the Second World Conference on Injury Control; 1993 May 20-23; Atlanta, USA. Atlanta: CDC,1993:137-38.
- Dissertações de tese
Kaplan SJ. Post-hospital home health care: the elderly's access and utilization [tese de doutorado]. St. Louis (MO): Washington Univ.; 1995.
Material eletrônico
- Artigo de revista eletrônica
Abood S. Quality improvement initiative in nursing homes: the ANA acts in an advisory role. Am J Nurs. 2002 Jun [cited 2002 Aug 12];102(6):[about 1 p.]. Available from: http://www.nursingworld. org/AJN/2002/june/Wawatch.htmArticle
Morse SS. Factors in the emergence of infectious diseases. Emerg Infect Dis [periódico eletrônico] 1995 Jan-Mar [citado1996 Jun 5];1(1). Disponível: www.cdc.gov/ncidod/EID/eid.htm.
- Artigo com número de documento no lugar de paginação tradicional
Williams JS, Brown SM, Conlin PR. Videos in clinical medicine. Bloodpressure measurement. N Engl J Med. 2009 Jan 29;360(5):e6. PubMed PMID: 19179309.
- Artigo com Digital Object Identifier (DOI)
Zhang M, Holman CD, Price SD, Sanfilippo FM, Preen DB, Bulsara MK. Comorbidity and repeat admission to hospital for adverse drug reactions in older adults: retrospective cohort study. BMJ. 2009 Jan 7;338:a2752. doi: 10.1136/bmj.a2752. PubMed PMID: 19129307; PubMed Central PMCID: PMC2615549.
- Material da Internet
Food and Agriculture Organization of the United Nations. Preparation and use of food based dietary guidelines [site na Internet]. Disponível: www.fao.org/docrep/x0243e/x0243e09. htm#P1489_136013.
Obs.: uma lista completa de exemplos de citações bibliográficas pode ser encontrada na Internet, em http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html. Artigos aceitos para publicação, mas ainda não publicados, podem ser citados desde que indicando a revista e que estão "no prelo".
Observações não publicadas e comunicações pessoais não podem ser citadas como referências; se for imprescindível a inclusão de informações dessa natureza no artigo, elas devem ser seguidas pela afirmação "observação não publicada" ou "comunicação pessoal" entre parênteses no corpo do artigo.
Os títulos dos periódicos devem ser abreviados conforme as abreviaturas do Index Medicus; uma lista extensa de periódicos, com suas respectivas abreviaturas, pode ser obtida através da publicação da NLM "List of Serials Indexed for Online Users", disponível no endereço http://www.nlm.nih. gov/tsd/serials/lsiou.html.
Tabelas
As Tabelas devem ser apresentadas em formato .docx (Microsoft Word®) ou .xls (Microsoft Excel®). Utilize a quantidade exata de linhas e colunas para a montagem da tabela. Linhas e colunas vazias ou mescladas poderão desarranjar a tabela, tornando-a incompreensível. Digite cada tabela com espaçamento duplo em página separada, e não submeta tabelas como fotografias. Numere as tabelas consecutivamente na ordem da sua citação no texto. Cada tabela deve ter um título breve, mas completo, de maneira que o leitor possa determinar, sem dificuldade, o que se tabulou. O título deve estar acima da tabela. Dê a cada coluna um título curto ou abreviado, incluindo a unidade de medida; deve-se indicar claramente a base das medidas relativas (porcentagens, taxas, índices) quando estas são utilizadas. Coloque as explicações necessárias como legenda, com chamadas de notas usando letras colocadas como sobrescrito, em ordem alfabética: a, b, c, etc. Explique na legenda todas as abreviaturas que forem utilizadas, ainda que estejam apresentadas no texto do manuscrito. Identifique medidas estatísticas de variações, como desvio padrão e erro padrão da média. Não use linhas horizontais e verticais internas. Esteja seguro de que cada tabela tenha sido citada no texto. Se usar dados de outra fonte, publicada ou inédita, obtenha permissão e os reconheça completamente.
Legendas das figuras
Devem ser apresentadas em uma página separada, no texto do artigo. Quando usar símbolos, setas, números, ou outros elementos em partes das ilustrações, identificar e explicar cada um claramente na legenda.
Figuras (fotografias, desenhos, gráficos)
As figuras devem ser inseridas separadamente, numeradas na ordem de aparecimento no texto. Todas as explicações devem ser apresentadas nas legendas. Figuras reproduzidas de outras fontes já publicadas devem indicar esta condição na legenda, bem como serem acompanhadas de carta de permissão do titular dos direitos. Fotos não devem permitir a identificação do paciente; tarjas cobrindo os olhos podem não constituir proteção adequada. Caso haja possibilidade de identificação, é obrigatória a inclusão de documento escrito que comprove consentimento livre e esclarecido para a publicação. Microfotografias devem apresentar escalas internas e setas que contrastem com o fundo. Figuras coloridas são aceitas pelo AAAI para publicação online. Figuras devem ser anexadas em arquivos nos formatos .jpg, .gif ou .tif, com resolução mínima de 300 dpi, Gráficos devem ser apresentados somente em duas dimensões, em qualquer circunstância. Desenhos, fotografias ou quaisquer ilustrações que tenham sido digitalizadas por escaneamento não costumam apresentar grau de resolução adequado para a versão impressa da revista; assim, devem ser convertidas a resolução gráfica superior a 300 dpi.
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SITUAÇÕES ESPECIAIS Consultar a Secretaria dos Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia Tel.: (11) 5575-6888 / (11) 99703-7937 E-mail: aaai@asbai.org.br / revsbai@sbai.org.br |
INSTRUÇÕES PARA REVISORES
Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia
A revisão por pares constitui o pilar central da integridade científica de qualquer periódico médico. Os revisores são especialistas independentes que avaliam a qualidade metodológica, a relevância clínica e a solidez das conclusões dos manuscritos submetidos, contribuindo decisivamente para o avanço do conhecimento em Alergia e Imunologia Clínica.
Ao aceitar o convite para revisar, o especialista assume responsabilidades éticas e científicas, sendo esperado que:
- Avalie o manuscrito com rigor, objetividade e imparcialidade;
- Identifique pontos fortes e fragilidades, oferecendo críticas construtivas;
- Respeite a confidencialidade do processo;
- Declare eventuais conflitos de interesse;
- Cumpra o prazo estipulado pela Editoria.
Todo manuscrito submetido à revisão constitui documento confidencial. Antes de iniciar a avaliação, o revisor deve certificar-se de que não há conflito de interesses com os autores, as instituições envolvidas ou os resultados apresentados.
O revisor dispõe de 15 dias corridos para concluir sua avaliação, contados a partir da data de aceite do convite. Caso precise de uma prorrogação, deve solicitá-la à Editoria com no mínimo 5 dias de antecedência, justificando o motivo. A ausência de resposta ao convite, em até 5 dias úteis, será interpretada como recusa.
A revisão deve ser conduzida de forma sistemática, considerando os seguintes aspectos:
a) Relevância e Originalidade
- O manuscrito aborda uma questão clinicamente relevante para a especialidade?
- A contribuição científica é original ou é uma replicação redundante de trabalho já publicado?
- A questão de pesquisa está claramente formulada?
b) Metodologia
- O delineamento é adequado aos objetivos propostos?
- A população estudada é descrita com precisão suficiente para avaliação da validade interna e externa?
- Os critérios de inclusão e exclusão são apropriados e claramente definidos?
- Os métodos diagnósticos e laboratoriais utilizados estão devidamente referenciados e validados?
- A análise estatística é compatível com os dados e com os objetivos do estudo?
- O cálculo amostral é apresentado e justificado quando pertinente?
c) Resultados
- Os resultados respondem às perguntas formuladas nos objetivos?
- Tabelas, figuras e gráficos estão legíveis, autoexplicativos e corretamente referenciados no texto?
- Os dados apresentados são consistentes entre o texto, as tabelas e as figuras?
- Os desfechos primários e secundários estão claramente distinguidos?
d) Discussão e Conclusões
- As conclusões são sustentadas pelos dados apresentados e não extrapolam os limites do estudo?
- As limitações do trabalho são reconhecidas e discutidas de forma honesta?
- A discussão contextualiza os resultados em relação à literatura atual e relevante?
- Os autores evitam afirmações de causalidade em estudos observacionais?
e) Referências Bibliográficas
- As referências são pertinentes, atualizadas (preferencialmente dos últimos 5 anos, exceto as referências seminais) e formatadas conforme as normas do periódico?
- Não há excesso de autocitação por parte dos autores?
- As fontes primárias são utilizadas em substituição às citações?
f) Aspectos Éticos
- O estudo informa a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e o número de registro, quando aplicável?
- O consentimento livre e esclarecido (TCLE) é mencionado em estudos envolvendo participantes humanos?
- O registro do ensaio clínico é informado quando pertinente (ex.: ClinicalTrials.gov, ReBEC)?
g) Redação e Estrutura
- O texto é claro, objetivo e gramaticalmente correto?
- O resumo reflete fielmente o conteúdo do manuscrito?
- O título é informativo e preciso?
- O manuscrito respeita os limites de palavras estabelecidos pelo periódico?
Ao concluir a revisão, o revisor indicará uma das seguintes recomendações:
|
Decisão |
Critério |
|---|---|
|
Aceitar sem revisões |
Manuscrito de alta qualidade, sem necessidade de alterações. |
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Aceitar com revisões menores |
Ajustes pontuais de redação, formatação ou clareza; sem mudanças na análise. |
|
Revisão maior necessária |
Problemas metodológicos, analíticos ou de interpretação que exigem nova análise ou coleta de dados suplementares. |
|
Rejeitar |
Falhas fundamentais na concepção, metodologia ou integridade científica; resultados insuficientes para publicação na especialidade. |
O parecer deve ser redigido em linguagem técnica, respeitosa e impessoal. Críticas devem sempre ser acompanhadas de sugestões construtivas. Comentários depreciativos, irônicos ou que revelem a identidade do revisor são absolutamente vedados. O revisor deve lembrar que o processo de revisão contribui para o desenvolvimento profissional dos autores e para o avanço da ciência.
BOAS PRÁTICAS NA REDAÇÃO DO PARECER:
- Inicie com uma síntese do objetivo e das principais contribuições do manuscrito;
- Organize as críticas em 'Comentários Maiores' e 'Comentários Menores';
- Numere cada comentário para facilitar a resposta dos autores;
- Indique a página, o parágrafo ou a linha correspondente a cada observação;
- Justifique as críticas metodológicas com referência à literatura quando pertinente.
USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PROCESSO DE REVISÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS
As LLMs utilizam os dados inseridos para seu próprio treinamento, nem sempre têm acesso às publicações mais recentes, não detectam de forma confiável fraude em dados ou manipulação de imagens e apresentam desempenho inconsistente na avaliação de metodologias estatísticas complexas.
Deste modo, estas ferramentas podem apoiar a forma do parecer (clareza, estrutura, gramática), mas não devem substituir o julgamento especializado quanto ao mérito científico, à relevância clínica e à integridade dos dados.
A confidencialidade do manuscrito é o ponto mais importante; não é permitido enviar o manuscrito completo a ferramentas de LLM externas.
O revisor deve sempre declarar ao editor o uso de alguma ferramenta de IA, explicitando a finalidade.
Agradecemos sua contribuição à ciência em alergia e imunologia clínica.
